FORU SOCIAL IBÉRICU POLA EDUCACIÓN

FORO SOCIAL IBÉRICO POR LA EDUCACIÓN

FÒRUM SOCIAL IBÈRIC PER L'EDUCACIÓ

HEZKUNTZAREN ALDEKO IBERIAR FORO SOZIALA

FORO SOCIAL IBÉRICO POLA EDUCACIÓN

FÓRUM SOCIAL IBÉRICO PARA A EDUCAÇÃO

 

CARTA DE CÓRDOVA / CARTA DE CÓRDOBA

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CARTA DE CÓRDOBA

Foro Social Ibérico por la Educación

Córdoba 1 de Noviembre de 2005

Vivimos una situación mundial en la que la racionalidad instrumental dominante, en lo que se refiere a la construcción de la ciencia y de la técnica, da cobertura y legitimidad a la mercantilización de la educación, de nuestros sueños y de nuestras vidas. Pero, si "otro mundo es posible", "otra educación es necesaria".

 

Inscrito en la orientación de la Carta de Principios del Foro Social Mundial y del Foro Mundial de Educación, el Foro Social Ibérico Por la Educación se configura en la preocupación contrahegemónica de convocar a una centralidad de una educación emancipadora, como determinante en la reinterpretación de la actual coyuntura histórica, a favor de la justicia social, de la igualdad y de la solidaridad. En respuesta a la mundialización de la agresión neoliberal, la acción local en el campo educativo, en oposición a todas las formas de alienación, no puede perder el sentido planetario.

 

El Foro Social Ibérico Por la Educación se afirma:

 

  • Por el derecho universal a una educación pública, gratuita y laica, de la más alta calidad, comprometida con un proyecto emancipatorio, desestabilizador de un orden mundial que, en lo local, mantiene la opresión y la injusticia.

  • Por una educación que libere el concepto de "educación a lo largo de toda la vida" de la apropiación y recuperación capitalista que viene tornándose funcional a los designios neoliberales. 

  • Por una educación que no se conforma con las desigualdades sociales, que no son de origen natural sino una construcción social y, por tanto, eliminables.

  • Por una educación formal y no formal que se afirma contra todas las formas de exclusión y se refleja en la singularidad de los sujetos y de las comunidades en la consideración de la diversidad de géneros, de etnia, de cultura y de orientación sexual.

  • Por una escuela pública que no sea lugar de aprendizaje de la servidumbre y sí de la promoción de sujetos solidarios y que rehabilite el derecho al inconformismo y a la indignación.

  • Por una formación de los agentes educativos en la que se reconozca su determinante influencia en las políticas educativas y en la política en general, capaz de cuestionar la trivialización y la carta de naturaleza que adquieren las relaciones humanas basadas en la competición exacerbada y la violencia material y simbólica que una educación, hecha mercancía, despliega dentro de sí.

  • Por una educación que saque a la luz el sentido de una ciudadanía global como un campo de lucha por la justicia y la paz.

 

En consecuencia, la primera edición del FSIPE propone, en su declaración final:

 

  • Encontrar y articular formas de lucha colectiva consecuentes contra la privatización de todos los servicios públicos vinculados a la educación.

  • Denunciar el efecto de currículos que no incluyen a todos y a todas y que transforman las diferencias en desigualdades.

  • Exigir que los gobiernos del Estado Español y Portugal retiren su firma del Acuerdo General sobre Comercio de los Servicios, los apartados referidos a la privatización de los servicios públicos, entre ellos educación y sanidad.

     

 

  

FSIPE  organizacion@fsipe.org

 


CARTA DE CÓRDOVA

Fórum Social Ibérico para a Educação

Córdova 1 de Novembro de 2005

Vivemos uma situação mundial em que uma racionalidade instrumental dominante, ao nível da construção da ciência e da técnica, dá cobertura e legitimidade à mercadorização da educação, dos nossos sonhos e das nossas vidas.

Mas, se um “outro mundo é possível”, uma “outra educação é necessária”.

Inscrito na orientação da Carta de Princípios do Fórum Social Mundial e do Fórum Mundial de Educação, o Fórum Social Ibérico Para a Educação configura-se na preocupação contra-hegemónica de convocar a centralidade de uma educação emancipadora, como determinante na reinterpretação da actual conjuntura histórica, em favor da justiça social, da igualdade e da solidariedade. Em resposta à mundialização da investida neo-liberal, a acção local no campo educativo, em oposição a todas as formas de alienação, não pode perder o sentido planetário.

O Fórum Social Ibérico Para a Educação afirma-se:

  • Pelo direito universal a uma educação pública, gratuita e laica, da mais alta qualidade, comprometida com um projecto emancipatório, desestabilizador de uma ordem mundial que, no local, actualiza a opressão e a injustiça.

  • Por uma educação que resgate o conceito de “educação ao longo da vida” da apropriação e recuperação capitalista que o vem tornando funcional aos desígnios neoliberais.

  • Por uma educação que não se conforme com as desigualdades sociais, que não são de raiz natural mas uma construção social, portanto, elimináveis.

  • Por uma educação formal e não formal que se afirme contra todas as formas de exclusão e se reveja na singularidade dos sujeitos e das comunidades, na consideração da diversidade de género, de etnia, de cultura e de orientação sexual.

  • Por uma escola pública que não seja um lugar de aprendizagem da sujeição mas da emergência de sujeitos solidários e reabilite o direito ao inconformismo e à indignação.

  • Por uma formação dos agentes educativos que se reconheça na sua influência determinante nas políticas educativas e na política em geral, questionante da trivialização e da naturalização de relações humanas de competição exacerbada e de violência material e simbólica que uma educação, tornada mercadoria, desenvolve dentro de si.

  • Por uma educação que elucide o sentido de uma cidadania global como um campo de luta pela justiça e pela paz.

 Em consequência, a primeira edição do FSIPE propõe, na sua declaração final:

  • Encontrar e articular formas de luta colectiva consequente contra a privatização de todos os serviços públicos ligados à educação.

  • Denunciar o efeito de currículos que não incluam a todos e a todas e transformam as diferenças em desigualdade.

  • Exigir que os governos do Estado Espanhol e de Portugal retirem a sua assinatura do Acordo Geral sobre Comércio em Serviços, nas alíneas que se referem à privatização dos serviços públicos da educação e da saúde.

     

 

 

 

 

 


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