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APELO PARA UMA SEMANA EUROPEIA
DE MOBILIZAÇÃO PELA EDUCAÇÃO
Nós, agentes educativos, movimentos, organizações,
sindicatos, associações e diferentes membros da sociedade
civil, que participámos no Fórum Social Europeu de Londres,
fazemos a todas as organizações vinculadas à educação na
Europa o seguinte apelo:
Esta chamada é dirigida a todos os cidadãos e cidadãs, às
trabalhadoras e trabalhadores das escolas e universidades,
institutos, mães e pais, mundo da cultura, da ciência, da
arte e do espectáculo, parlamentares, organizações sindicais
e associações.
Reafirmamo-nos nos princípios da Plataforma Mundial de
Lutas, adoptada pelo terceiro Fórum Mundial da Educação de
2004, em Porto Alegre.
- A educação é um bem público mundial prioritário e um
direito humano inalienável que influencia a vida de toda a
gente.
- Este direito é essencial para o acesso a outros direitos,
para a construção de valores baseados na solidariedade, na
emancipação e na prática da cidadania.
- As políticas públicas devem assegurar a realização destes
direitos.
- O Estado tem o dever de garantir, de maneira universal e
gratuita, sem discriminações nem exclusões, o pleno direito
a uma educação pública emancipadora, a todos os níveis e em
todas as modalidades.
Por estas razões estamos contra todas as políticas
neoliberais na educação e na formação, como aquelas que
podem ser introduzidas com a directiva de Bolkenstein.
- Contra a subordinação da educação às necessidades do
mercado.
- Contra a precarização do pessoal que trabalha na escola.
- Contra o aumento das desigualdades sociais.
- Contra o empobrecimento e a redução dos programas que
privam a maioria da população do acesso à cultura.
É por isto que a educação, como direito inalienável de
todos, deve ser um serviço público de alta qualidade.
- Pelo êxito escolar, pela qualificação e pelo
desenvolvimento pessoal de todos os jovens.
- Pela igualdade entre alunas e alunos.
- Por uma formação de alto nível e a melhoria das condições
de trabalho para todas as pessoas empregadas no sector da
educação.
- Pelo aumento do gasto público em educação (no mínimo 7% do
PIB).
- Por um pensamento crítico e uma cidadania activa.
- Por uma investigação e ensino superior ao serviço
prioritário da criação e difusão dos saberes.
- Pela integração das pessoas com necessidades particulares,
imigrantes e refugiados.
- Pela participação, a democracia e os direitos de alunos e
jovens.
- Pela redução dos gastos em armamento e a defesa e aumento
nos pressupostos educativos.
- Pela promoção da paz, da cooperação, da solidariedade e
dos direitos humanos, sem discriminação.
Neste sentido, as escolas, os institutos e os centros de
ensino superior devem converter-se num lugar público
democrático e colectivo que acolha, reconheça, valorize e
crie relações entre os diferentes sectores (professorado,
estudantes, famílias e comunidade).
É por tudo isto que consideramos necessário desenvolver
uma mobilização ampla de jovens e de toda a comunidade
educativa em geral, para um exercício de cidadania. Lançamos
um apelo para uma semana europeia de mobilização e de
iniciativas, que implique toda a sociedade entre 9 e 15 de
Maio de 2005.
ALEMANIA: Padagoginnen fur den Frieden REINO UNIDO: NUT Birmingham ESPAÑA: STEs-i, CCOO FRANCIA: Attac France, FSU (SNES-SNESUP-SNUIPP), FERC.CGT,
Ligue de l´enseignment, CEMEA, ICEM Pedagogi freiner, GFEN,
UNEF GRECIA: Olme IRLANDA: Attack ITALIA: CGIL Scuola, Asamblea de Movimientos contra la
reforma Moratti PORTUGAL: FENPROF EUROPA: ESIB CONSEJO INTERNACIONAL DEL FORO MUNDIAL DE EDUCACIÓN
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